Diocese de Osório

A palavra do Bispo

Para onde vamos?

A celebração de Finados traz consigo alguns questionamentos importantes para a nossa vida. Nos faz pensar sobre o destino do homem.

Ninguém pode fugir de algumas perguntas existenciais: de onde eu vim e para onde eu vou? O que será de mim a partir da minha morte? Como será essa vida eterna? Inferno e paraíso existem mesmo? E esse tal de juízo final, como vai ser?

Muita gente não gosta e não quer pensar sobre essas coisas, mas não podemos evitá-las, porque, aceitando ou não, são questões vitais que batem nossa porta. O feriado de finados, a perda de um ente querido, ...

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Todos chamados a sair em missão

Uma Igreja em saída

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Voto não tem preço, mas tem consequências

Não fecheis o vosso coração...

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Nossa missão é o mundo

Por Camilo Pauletti*

Para a Igreja Católica em todo o mundo, outubro é tradicionalmente conhecido como o Mês das Missões, período especial para aprofundar a reflexão e implementar iniciativas de animação e cooperação missionária. Deus ama a todos como seus filhos e filhas. Jesus o Filho primogênito é quem nos mostra o caminho a seguir. A Igreja existe para continuar a missão evangelizadora de Jesus. A missão é de Deus e a Igreja é como um sinal, um instrumento impulsionada pelo Espírito Santo, para anunciar a Boa Notícia do Evangelho em todas as partes do mundo. O Concílio Vaticano II no documento Ad Gentes afirma: "A Igreja peregrina é missionária por natureza..." (AG, 2). Eis sua essência, identidade e razão de ser.

O livro dos Atos dos Apóstolos mostra que a Igreja vai se constituindo na medida em que assume a missão entre os povos considerados “pagãos”. Por isso a expressão Ad Gentes. Assim, a missão gera a Igreja que nasceu “em saída”. Ao retomar essa ideia, o papa Francisco é incisivo quando insiste numa Igreja “em saída”. “Como o Senhor que sabe ir à frente, sabe tomar iniciativas sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos" (EG 24).

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2011 – 2015), numa referência à Encíclica Evangelii Nuntiandi, afirmam: "A Igreja nasce da missão e existe para a missão. Existe para os outros e precisa ir a todos" (n. 76). Na Conferência de Aparecida, os bispos convocam toda a Igreja do Continente a colocar-se em estado permanente de missão. "Necessitamos ir ao encontro das famílias, das comunidades e dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo. Não podemos ficar tranquilos em espera passiva em nossos templos, mas é urgente ir a todas as direções" (DAp 548).

Realizamos nossa vocação cristã nas novas relações, no encontro com o diferente, no desafio do aproximar-se, da amizade e confiança. Nesse desinstalar-se, deixando-se interpelar por novas situações, povos e culturas, amadurecemos na fé.

Hoje, somos chamados a viver a missão em todas as partes do mundo, principalmente onde os povos são mais escravizados. Jesus, retomando o profeta Isaías, afirma: "Envio-me para anunciar a libertação..." (Lc 4,18). E quantos, neste mundo, estão à espera de serem libertados!

A Campanha Missionária deste ano tem como tema: “Missão para libertar”. As vítimas que mais sofrem sempre são os pequenos, os pobres, os frágeis, muitas mulheres, os que vivem na dependência pela situação de fraqueza, as vítimas do Tráfico Humano. É missão de todo cristão ajudar libertar. Na aproximação manifestamos nossa solidariedade, no conhecimento das situações denunciamos os que abusam, destroem e matam pela ganância de poder e riqueza. A missão de defender e promover a vida continua urgente e sem fronteiras.

A missão sempre é para fora, onde vivem as pessoas. Quem se fecha sobre si, seja como pessoa ou comunidade-Igreja caí numa armadilha e não consegue ser discípulo missionário autêntico. No sair e no dar testemunho de fé e vida, damos sentido ao nosso ser cristão, membros da Igreja missionária.

Podemos participar na missão universal de três formas:

Na comunhão espiritual, através da oração, sacrifício e testemunho de vida.

Na comunhão dos bens materiais através da partilha daquilo que temos com os que têm pouco ou quase anda.

Na entrega de vida, colocando-se a serviço onde há necessidades, para viver o que Jesus falou: “aquele que perder a sua vida por minha causa, irá encontrá-la” (Mt 16, 25).

O Senhor nos convida a sermos samaritanos em qualquer parte do mundo para viver a gratuidade e a fraternidade. A lógica da partilha é exigente, quem não entra nela, vive uma falsa comunhão. Sejamos abertos e prontos a colaborar na missão que Jesus nos confia.

*Pe. Camilo Pauletti é diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM).

Agenda
Setembro/2014
01
- Formação para secretários
02
- Coordenação Regional dos Presbíteros
04
- Reunião do clero
06
- Escola para ministérios leigos (Palavra de Deus, MECE, Exéquias)
13
- Encontrão de Animadores de GF (redação 2015)
14
- Festa do Seminário
- Encontro de prepração para o Matrimônio (Capão da Canoa)
20-28
- Semana Missionária da Juventude
22-24
- Formação do clero e leigos (Gaudium et spes)
27
- Cons. Diocesano de Pastoral
28
- Encontrão Diocesano de Coroinhas